sexta-feira, 27 de junho de 2014

O modo francês de educar os filhos? Extremismos para quê?

Para quem ainda não viu, tem se falado muito ultimamente sobre o jeito francês de educar os filhos. Tudo isso por causa de um livro que virou best-seller no mercado. Ainda não li o livro, o que li foi essa matéria que você pode conferir aqui:

http://m.mdemulher.abril.com.br/familia/modo-frances-educar-filhos-revela-preciso-preservar-direitos-pais-778030

A conclusão a que cheguei após ler a matéria é a seguinte:

É possível educar uma criança que não faça birras e não traga constrangimentos sem o MODO francês!

Existe uma grande diferença entre colocar limites e criar uma criança como um pequeno adulto. Criança é criança e adulto é adulto! Acho feio e detesto crianças fazendo birras, temos mesmo que colocar limites. A criança tem que entender que tudo tem hora, que são os pais que têm autoridade, que devem respeitar desde os mais velhos até os seus coleguinhas de classe, tem que aprender a lidar com a frustração e entender que nem tudo acontece como a gente quer e nem na hora em que a gente quer. É função dos pais ensinar tudo isso aos filhos, é função dos pais serem exemplos. É função dos pais mostrar autoridade e limites e não permitir acessos de birra em público (coisa que é desagradável para a criança, para os pais e para todas as outras pessoas que estão a sua volta no momento). No entanto, acho que toda criança já fez birra pelo menos uma vez na vida (até mesmo as francesas) e que é nesse momento que educamos: você pode ceder ao que a criança quer para que ela pare de dar show e envergonhar você (e aí você perdeu, toda vez que ela quiser algo vai agir dessa maneira porque entendeu o seu ponto fraco), ou você pode mostrar que não adianta fazer birra, naquela hora aquilo que ela quer não é possível (e por mais que ela chore, grite, se jogue no chão, verá que não adianta mesmo e  não repetirá tal atitude). Também acho que não é preciso bater, é possível resolver as coisas conversando, esperando a criança se acalmar e acho legal reavaliar o acontecido com a criança mais tarde ou num próximo evento. Por exemplo: "_ Vamos ao shopping novamente e como você já sabe não poderemos ir à loja de brinquedos hoje, então não adianta fazer birra, chorar e gritar! Se isso acontecer novamente talvez você não possa ir comigo da próxima vez!" (e cumprir o combinado caso isso ocorra novamente)!
O adulto precisa ter em mente que criança precisa de rotina (isso a faz sentir-se segura). Precisa de limites e precisa respeitar, porém, a criança também precisa ser respeitada. Criança precisa ter hora para brincar, precisa fazer coisas que gosta, assim como os adultos! Então se hoje fomos a um restaurante mais sério, num programa de adultos, amanhã poderemos ir ao zoológico e fazer um programa de criança!
Aqui, ensinamos o Henrique assim: numa família todos se respeitam! "_ Ontem nós o levamos ao cinema, comemos pipoca e brincamos no parquinho, hoje você nos acompanha em nosso programa!" - e é claro que ele sempre vai acompanhado de livrinhos, cadernos para colorir e brinquedinhos...
Quero ler o livro para ver se o entendo da mesma maneira que a Rosane Queirós (autora da matéria que citei acima), mas acho que ser extremista ao criar os filhos como pequenos adultos que não vão ao parquinho, não podem se sujar ao comer, não podem interromper os adultos em suas tarefas só trará mais e mais gerações de crianças e adultos infelizes e amargos!

Um comentário:

Lív´s - Lívia Haddad disse...

Xará, concordo com você! Uma grande preocupação é saber lidar com esse tipo de responsabilidade e acho que vc tem um caminho bem interessante para conduzir com o Henrique. Vou tomar como base pra quando Beatriz começar a entender as coisas.
Também sou avessa aos extremismos!