sexta-feira, 23 de maio de 2014

Sea World: Não quero para o meu filho!!!

   Sim, eu estive lá quando fiz 15 anos. Foi um espetáculo lindo ver aquela baleia enorme nadando, brincando, fazendo graça, "sorrindo"... Ela parecia sorrir! Leiam bem: PARECIA sorrir!
   Depois, os anos passam, a gente amadurece, a cabeça pensa mais e mais e dúvidas passam pelas nossas vidas. Até que ontem a noite eu e meu marido resolvemos assistir a um documentário sobre as baleias do Sea World, sobre os adestradores que sofreram ataques por parte dessas baleias, uns ficaram levemente feridos, outros gravemente e outros faleceram de maneiras cruéis.
   Após assitir ao documentário percebi que as orcas não são baleias assassinas como costumamos ouvir por aí. Elas mataram sim, atacaram sim, não estavam brincando... mas os verdadeiros assassinos, os cruéis de verdade são os seres humanos!
   Quando escutei os relatos dos caçadores de baleias, dos adestradores, percebi muita emoção e verdade em seus relatos. Um caçador de baleias disse que caçar filhotes para um parque foi a pior coisa que ele fez na vida. Na captura de um filhote, morreram na rede outras três baleias. Elas vivem em família, não abandonam suas mães e se ajudam nas horas difíceis. Quando capturaram Tillykum (esse filhote ao qual acabei de me referir), a mãe ficou chorando e gritando, todas as outras baleias poderiam fugir, mas ficaram ali, tentando salvá-lo. O caçador falou que só então se deu conta do que estava fazendo, que não segurou a onda e começou a chorar, disse que foi como raptar uma criança, tirá-la da mãe. É isso mesmo! Já imaginou alguém mais forte, vindo e tirando o seu filho dos seus braços? Desumano!!!
   Além disso, como as baleias vivem em grupos (cada grupo fala a sua língua, etc...), quando Tilllykum chegou ao primeiro parque, sofreu muito por não ser aceito no grupo de baleias e com o primeiro adestrador que castigava ele e a outra baleia cada vez que erravam o número ou não faziam o que ele queria que fizessem. Além de ser castigado pelo adestrador (ficar sem comer, etc...), a outra baleia que era mais experiente e não errava os números, era castigada junto e nervosa agredia Tilly com mordidas... Anos mais tarde, após matar uma adestradora, ele foi para o Sea World,é possível entender melhor esses fatos após assistir ao documentário...
   Quando as baleias procriam dentro do parque, muitas vezes as mães são separadas dos filhotes, que são mandados para outros parques e isso gera novas traumas nas mães e nos filhotes.
Muitas vezes as baleias ficam em pequenas piscinas e por stress brigam e agridem-se. Já ocorreu até morte entre as baleias!
   As cenas do documentário são tristes e é claro que por ser uma indústria que dá muito dinheiro, muitos casos são abafados. Me senti culpada por já ter ido ao Parque. Ao final do documentário chorei!
Senti uma mistura de culpa, de tristeza, de vergonha do ser humano. Senti que não posso e não quero levar o meu filho para lá. Não quero que ele ache normal uma baleia viver numa piscina, não quero que ele ache normal baleias, golfinhos, tubarões viverem fora do seu habitat natural e além disso dar show para nós (considerados por muitos como seres superiores!). Não quero que meu filho tenha como exemplo que cativeiros sejam algo natural!
   Eu e meu marido queremos que nosso filho aprenda a respeitar ao próximo. Seja ele ser humano, animal, vegetal... Queremos que ele respeite a natureza, que cuide dela, que entenda que estamos na Terra para convivermos em harmonia e não para destruirmos nosso planeta e as vidas que ela habitam!

   O nome do documentário é: Blackfish. Vale a pena assitir!!!

Quero um mundo onde os animais vivam assim:












(imagens tiradas da internet)

Lívia.



Um comentário:

Carol Meoli disse...

Olá, vim agradecer pelo comentário no post "Ela odeia a escola" lá no MR (Mamães em Rede).

Beijos