segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ser bonzinho é bom?

Ultimamente tenho percebido como o Henrique é bonzinho!
É claro que como toda criança, ele apronta de vez em quando... Às vezes ele teima, às vezes faz manha, chora...etc... Mas, se tem uma coisa que o Henrique não é, é ser agressivo! Ele não bate, não morde, muito pelo contrário, é muito carinhoso, amoroso e bonzinho! Ele adora dar beijos e abraços, divide os seus brinquedos e é preciso ficar de olho nele porque como ele é grandão, ele pode acabar machucando uma criança menor com seus abraços...
Mas, tenho observado que nem sempre ele é retribuido com o mesmo carinho!

Às vezes, outras crianças o empurram, tomam o brinquedo (dele) da mão dele, não emprestam seus brinquedos e batem nele... Como o Henrique reage? Não revida e não chora, mas fica extremamente decepcionado, faz um biquinho e fica muito triste!



Meu coração se parte em mil pedacinhos... Como dói na gente ver o nosso filho chateado, principalmente quando ele é inocente na história!
Vejam bem, eu não disse que ele é um santo, ele já bateu em mim, já chutou bichinhos de pelúcia e foi assim que eu tentei mostrar para ele que isso não se faz... Mas nessas ocasiões que eu citei, eu estava junto e vi que ele não fez nada para as crianças que brincavam com ele! E os pais dessas crianças não fizeram nada, achavam que eles tinham que se virar sozinhos!!! (Gente eles têm 1ano e meio, dois anos... precisam ser educados por nós, PAIS!)

Isso me fez pensar: ele ainda não frequenta a escola, mas com certeza ele sofrerá com isso quando começar a frequentá-la. E o meu papel de mãe? É mostrar que ele pode se defender, mas sem agredir, é mostrar que ele pode pedir ajuda a uma professora, ao papai e à mamãe. É mostrar para ele a medida certa entre não agredir, mas se defender!
Que coisa difícil!!!

E vocês, já passaram por alguma coisa semelhante? E como reagiram?

Lívia.

15 comentários:

Priscila, mãe do Imperador disse...

Lívia, meu pequeno só tem 9 meses, mas sinto a mesma coisa, ele é muito inocente e bonzinho, claro que com as resalvas feitas por vc! Vai para escolinha esse mês e tambem tenho esse receio...Vou esperar e ver no que dá, quem sabe ele muda convivendo com mais crianças e com os professores por perto...Volto aqui depois para ler o que as mães mais experientes diseram...beijos e boa semana

Futura mãmã disse...

Acho que voce esta a pensar bem...eles tem que se defender sim mais nao seja dizer ao outro que nao volte a fazer aquele senao tera consequencias...
Mas nunca dizer bate tambem...ou faz igual..isso nao neah..senao tera a ensinar o mesmo erro.
Beijo

Ivna Pinna disse...

Lívia, eu fico horrorizada com os pais que acham que os filhos quase recem nascidos, podem resolver seus problemas sozinhos. Poupe-nos né?!

O Enry tbm é assim, bonzinho, carinhoso, mas os primos não são. E eu me intrometo mesmo, até quando não conheço a cria alheia. Digo que não pode, que não é assim que se brinca.

Antes eu achava que ele não se defenderia, mas hoje eu vejo que ele "aprendeu", com os proprios primos a se defender! Mas eu não estimulo o revide não.

Beijos

Ana disse...

Livia o Lucas era igualzinho.
Quando coloquei na escola tive a mesma preocupação que você.
Na primeira semana de aula fui conversar com a professora dele.
Falei que nunca tinha ido a escola, que não sabia bater, etc, etc. Não queria que ele fizesse isso claro, mas tb não queria que ele apanhasse.
Ela entendeu e ficou de olho.
Ela claro não permitiu que batessem nele mas quando ele reagia sem violência ela permitia.
Aos poucos ele aprendeu a se defender. O que gosto da escola dele é que a disciplina e o respeito é levado a sério e é tarefas de todos na escola ficar de olhos em todas as crianças. Com isso fico mais tranquila.
Beijos!

Diário da mãe e da filha disse...

Ai Lívia, fiquei com peninha do Henrique. A Ingrid também não é agressiva, lembro de uma vez (ela tinha por volta de 4 anos) que uma amiguinha dela pegou da mãe dela a barbie, ela não bateu, foi atrás da menina e disse "Isso é meu, me devolve" com a mão na cintura e tudo, rsrs.

Já que ele vai para escola fale com a professora. Mas ensine a ele que para qualquer coisa ele pode pedir ajuda de vocês.

Beijos

Cristiane disse...

Oi Li amei este bloguinho aqui seu, eu só ia no outro. Olha o Bruno na escola se mostrou agressivo um pouquinho quando viu os outros baterem mas foi muito rápido e logo passou. aprendeu dividir e logo se adaptou.Pois o papel dos professores lá é ensinar a conviver. Cris

Ana Campos disse...

Oi Lí...já passei por coisa semelhante quando criança e lembro bem da minha mãe conversando comigo e hoje ela me conta o quando era dolorido para ela toda aquela situação.
Hoje, sou mãe, vivo o contrário com minha filha...ela bate e morde os amiguinhos na escola e posso te garantir que também não é nada fácil. Sofro, choro, converso com ela, me preocupo...não sei dizer o que é melhor (se é que existe melhor nisso tudo), ser o bonzinho ou o briguentinho...espero que seja fase, para mim e para você e que nossos filhos aprendam a viver e ser fortes nessa vida da maneira mas correta e menos sofrida possível.

bjs

Carolina disse...

É difícil ver um filho chateado. Nada corta mais o coração da gente.
Converse sempre com ele, estimule a autoconfiança e torça para ele sempre se defender sem violencia.
Bjs.

Minha Filha Minha Vida disse...

passando para te dar um beijão e dizer que jaja eu volto para ler tudinho que perdi neste tempo fora !!

BEIJOSSS

Dadinha disse...

Lívia,
Quando o Manuel nasceu fiz a opção de deixar de exercer advocacia para ficar com ele no 1º ano, o tempo foi passando e acabei por ficar em casa.Por isso, ele só foi aos 3 anos para o colégio e aí foi muito mesmo muito complicado: Manuel não tinha os comportamentos da maioria dos outros meninos, tais como: agressividade, a necessidade de se imporem pela força, empurrão, tirar repentinamente os brinquedos. Ele era meiguinho, gostava de abraçar os meninos, convida-los para a brincadeira, quando via os meninos aos empurrões dizia que não deveria fazer assim. Quando senti que Manuel estava a ter momentos de tristeza e que estava a sofrer essa agressividade de forma directa, reagi: 1º transmiti-lhe a necessidade de falar com a educadora sempre que isso acontecia, o que lamentavelmente não resultou, pois ela respondia:“Manuel defende-te”, como não faz parte da minha forma de vida a lei da selva, tive que me aborrecer com a educadora e mudar de estratégia: aumentei a vigilância e transmiti ao Manuel que era importante que ele disse-se a mim e à educadora sempre que algum menino o ofendia e que confia-se em mim porque quem estava errado não era ele. Houve mesmo alturas em que a única solução foi falar com os pais de alguns meninos e aí não foi fácil (os pais continuam a entender que são coisas de crianças e que são eles que devem resolver). Ele está com 5 anos e continua a respeitar os colegas como sempre e no colégio sabem que nós não aceitamos abusos ou brincadeiras violentas, conscientes que não existem colégios nem pessoas perfeitas.
Responder à tua pergunta:é bom ser um Menino Bom, sem dúvida!Vale a pena educar os nossos filhos para o respeito, sensibilidade, ternura, amor, alegria, carinho...
Beijinhos

Diário da mãe e da filha disse...

É querida sobre a postagem lá no blog, também achei que a Record foi precipitada, eles podiam ter afundado mais a história para saber se era verdade.

Seu novo layout ficou lindo

Beijos

Anônimo disse...

Li,

Pensando muito nesse seu post (na verdade, isso tem consumido a minha cabeça nos últimos dias), fiquei me perguntando muitas vezes se estávamos fazendo o certo ao tentar sempre ensinar nosso filho que a vida deve ser cheia de carinho e ternura e não de violência.

Quando estava quase a ponto de desistir, achei uma frase do mestre Charles Spencer Chaplin que me deu alento para continuar tentando:

"Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá."

Acho que ainda vale a tentativa. E vc?

Beijão.

Rafa

Li disse...

Rafa, você é um pai incrível!!!
Está sempre junto comigo, nas horas felizes, tristes ou de reflexão...
Obrigada por compartilhar comigo seus pensamentos e valores...

Vamos continuar educando juntos nosso filho para ser alguém do bem!
Alguém feliz, carinhoso, honesto, amável...

Obrigada por tudo!!!

Te amamos!!!

Sua Li e nosso Henrique.

Ilana Galhardi disse...

Oi Gente... este é a primeira vez que deixo um post, só para esclarecer, sou o Conrado, marido da Ilana... A Ilana me mostrou seu comentário e resolvi colocar meu ponto de vista... Quando criança fiz muita "arte", não tenho a ponta de um dedo, quebrei 3 dentes do meu irmão mais velho, esfolei a perda toda com carrinho de rolemã, quase furei o olho direto, saia no tapa com meu irmão direto, para falar a verdade acho que sacaneei muito ele... minha mãe ficou doida comigo por inúmeras vezes... e se o Gabriel fizer o mesmo, estou ferrado... mas quando temos um boa educação, esta agitação e esta vontade de se impor dá lugar a argumentos, atitudes e a segurança. Mas esta foi a minha história, cada um vai ter a sua... mas acho que só vamos aprender a reagir quando tivermos a oportunidade de fazer isso... não deixo meu filho bater nos coleguinhas, mas o defendo quando ele toma atitudes para defender o que é dele... acho justo dividir, mas dividir não é doar...

Como disse é só um ponto de vista de um pai de primeira viagem...

Telma disse...

Li, meu Henrique tb nao é agressivo . No geral ele respeita os outros e qndo alguém provoca ele chora . Já levou mordida na escola e tb tapa... Fico às vezes na duvida se o oriento a bater de alguém bater nele. A prof acha que nao devemos incentivar a agressividade, mas penso se ele vai conseguir de impor no mundo entende?! Difícil né! Mas prefiro que ele seja assim do que esses meninos que batem em todo mundo . Um horror! Bj