sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blogagem Coletiva: A Maternidade Real

Hoje é um dia difícil para falar sobre maternidade...
Tantas mães que perderam seus filhos (crianças e adolescentes) na tragédia de ontem no Rio de Janeiro...
Vou aproveitar o momento e colocar tudo o que sair do coração:



Para mim a maternidade sempre foi muito desejada. Quando era criança brincava de boneca, imaginado que era realmente um bebê, um filho(a): não queria bonecas que falassem ou fossem cabeludas ou que usassem pilhas... Achava que nenhuma dessas parecia um bebê de verdade! Afinal de contas, bebês não falam frases prontas, etc...
Comecei a namorar com 14 anos (meu marido) e quando ele ia embora eu pegava minha boneca e voltava a brincar: inocência...
Namoramos por 10 anos, nos casamos e sempre desejamos filhos, mas resolvemos esperar um pouco para curtirmos e nos acostumarmos com a vida de casados.
Como já foi contado pelo meu marido, aqui na blogagem coletiva dos pais, resolvemos de vez encomendar um bebê depois de um resultado negativo de gravidez.
Tentamos por longos meses e nada! Eu me sentia cada vez mais angustiada e impotente! Sempre sonhei em ser mãe. Troquei de ginecologista e ela descobriu que eu não estava ovulando, tomei hormônios para ovular e finalmente (depois de dois meses) engravidei.
Quando peguei o resultado positivo me senti a mulher mais feliz e poderosa do mundo.
Eu e meu marido comemoramos muito!!!!

Minha gravidez foi tranquila, sem enjôos, sem percalços, sem desejos...

E então que o dia mais feliz da minha vida chegou: o Henrique nasceu!
Nasceu de cesariana (não por opção). Depois de muito esperar, o Henrique não encaixou, não tive nada de dilatação, minha bolsa não estourou, meu tampão não rompeu. Nada!!!
Assim que ele nasceu, fui para o pós operatório e lá mesmo comecei a amamentar...
Dolorido, mas sempre valeu a pena!
Eu tinha muito leite, muito mesmo. Eu não conseguia sair de casa e quando tinha visitas em casa, sempre precisava ir ao banheiro para controlar o leite que vazava... Eu usava fraldas de pano por baixo do sutiã e tinha que trocar a toda hora... De repente, quando o Henrique tinha 4 meses, meu leite SECOU.
Acho que foi fator emocional! Isso me deixou muito triste, muito mal.
Eu me sentia a pior mãe do mundo!
Tomei remédio para produzir mais leite e nada!!! Não teve jeito, o Henrique começou a tomar leite artificial e comer frutinhas...
Já aceitei os fatos e hoje não me sinto menos mãe por isso.
O Henrique é uma criança muito amada, feliz e risonha. Na maioria das vezes ele é bem humorado e tranquilo. É tudo na minha vida!!!

Bom, o fato é que quando entramos num hospital, entramos em dois: a vida está formada, já temos uma rotina, um jeito de ser... Quando saímos, somos três: uma nova vida está ali, totalmente dependente da gente. Alguém que não conhecemos ainda.Que irá mudar nossas vidas para sempre, que irá mudar a nossa rotina, mas que irá nos ensinar muito. Alguém que pode ser diferente do bebê sempre tranquilo que idealizamos durante toda a gravidez, porém não pior. Os nossos filhos são sempre os melhores, mais bonitos, mais espertos e os mais inteligentes. Defendemos com unhas e dentes...
Ser pai e mãe não é fácil, não é como está nos livros...
Nem sempre a criança dorme a noite toda. Nem sempre mama ou come bem. Nem sempre é saudável. Nem sempre brinca sozinha. Nem sempre está calma e tranquila. Nem sempre está sorridente...
Ser mãe é ser desafiada todos os dias!!! É amar mais do que imaginávamos que podíamos amar!!!

Por isso, para finalizar o meu post, deixo uma reflexão, um pedido de socorro em nome das mães e pais que perderam seua filhos ontem naquela escola do Rio de Janeiro:

Nós, seres humanos somos os únicos animais racionais do Palneta Terra, mas, também somos os únicos capazes de destruir a natureza (o lugar que vivemos) e capazes de exterminar a própria espécie!

Vamos, como mães, amar e prestar atenção em nossos filhos.
Vamos educá-los para serem pessoas de bem, honestas, íntegras, caridosas...
Vamos tentar mudar o futuro ainda mais violento que os nossos filhos esperam...
Vamos ensiná-los a não darem o troco quando forem provocados ou criticados...
Vamos ensiná-los a responderem com amor, com gestos de gentileza...
"Gentileza gera gentileza!"

Vamos ser simplesmente as mães que podemos, mas tenho certeza que todas nós: amadas ou não, sofridas ou não, podemos pensar no futuro de nossos filhos e ensiná-los a amar...

Beijos a todas as mães e um desejo do fundo do coração de dias melhores para todos nós, principalmente para nossos filhos...

Lívia.

9 comentários:

Camila disse...

Acho q vc falou muito bem: o desafio e o maor são os que nos movem nessa aventura q é a maternidade, não é mesmo??
Super bjo,
Camila
www.mamaetaocupada.blogspot.com

Mari Hart disse...

Linda sua colaboração! Vc foi a voz de muitas mães, com certeza! Disse coisas que muitas gostariam de dizer!

Bjo grande!

Nine disse...

Li, a maternidade é sim maravilhosa, mas tem percalços, como, creio eu, qualquer outro setor na nossa vida.

Vc escreveu com muito carinho!

Beijos,
Nine

Ananda Etges disse...

Concordo contigo: a maternidade é construída no desafio, no dia a dia, nas tentativas.

Beijos, Ananda.

http://projetodemae.wordpress.com/

Ana disse...

Lindo seu post Li!
Eu passei o mesm que vc na amamentação. Igualzinho. Porém o motivo foi que nós 3 adoecemos quando o Lucas tinha apenas 3 meses. Fiquei 2 noites seguidas sem dormir por causa disso. E aí meu leite secou. A gente sofre né?
Mas hoje vemos que fizemos o nosso melhor.
Foi sofrido para mim tb escrever justamente no dia que vimos tamanha violência e tristeza com essas crianças.
Bom fim de semana e fiquem com Deus.
Beijos!

Mon Maternité disse...

Lívia minha querida amiga! Obrigada por compartilhar comigo sua história! Já nos conhecemos de Posts antigos, mas quando é pra contar nossa história a gente se torna mais amiga né?!?
Tenho pontos parecidos, outros somos avessas mas a maternidade nos une e faz a gente aprender cada dia mais!

Beijos,
Marcella

www.monmaternite.blogspot.com

Sarah disse...

Olá Lívia! Vim retribuir sua visita ao meu blog e ler seu post para a blogagem coletiva. Gostei muito! Você descreveu bem a realidade de muitas mães!
um beijo

Ilana Galhardi disse...

Oi, Li, só consegui te escrever hoje!!!
Adorei seu post!
Qdo nos tornamos mãe ficamos mais sensíveis! Acho que aquele instinto animal de defesa de seu filhote é ativado e tb a intuição, para podermo prever e cuidar melhor dele.
E na maioria das vezes acabamos agindo com o coração!!!

bjos

Mirys + Guigo + Nina disse...

Livia:

Ótima reflexão! Precisamos, mesmo, nos unir para criar pessoas melhores para um mundo melhor! Uma coisa não existe sem a outra...

PS: gostei da ideia do hospital... de entrarem 2 e saírem 3. Nunca tinha pensado assim... Tão simples! Tão real!

Bjos e bençãos.
Mirys
www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com